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Você sabia? No Brasil, ocorrem 22 acidentes de trabalho por hora

Entender como acontecem os acidentes de trabalho é fundamental para evitá-los. Confira os novos dados do Ministério Público do Trabalho.

Acidentes de trabalho, infelizmente, ainda fazem parte da rotina das indústrias e fábricas brasileiras. Existe uma frente de conscientização para que tais ocorrências diminuam e até acabem de vez. No entanto, ainda é difícil controlar de todo, tendo em vista o fator humano.

É preciso uma orientação constante para que os trabalhadores entendam como se proteger dos acidentes. Além disso, empresários e donos de fábrica precisam atentar para os rigores da lei. E mais do que isso, é fundamental também saber como fazer dela uma aliada na contenção de danos nesse sentido.

Esse cenário fica evidente quando nos deparamos com os novos dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre o assunto. A taxa de acidentes de trabalho no Brasil é alta – e faz do assunto um tópico imprescindível quando se fala de proteção.

A seguir, fique por dentro da nova pesquisa do MPT sobre acidentes de trabalho em solo brasileiro. Além disso, entenda como o uso correto dos EPIs pode ajudar a mudar essa realidade em nosso país.

Qual é a taxa de acidentes de trabalho no Brasil?

No Brasil, a incidência de acidentes de trabalho ainda é considerada bastante alta, apesar dos esforços de conscientização. Quem aponta é o Ministério Público do Trabalho, que em seu estudo mais recente trouxe novos dados para o tema.

Segundo o MPT, cerca de quatro milhões de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais ocorreram no Brasil no espaço de cinco anos, entre 2012 e 2017. Vale lembrar que, para a lei brasileira, as doenças ocupacionais (como LER, dores nas costas e até depressão) são encaradas como acidentes de trabalho também.

Acidentes de trabalho no Brasil atingem números alarmantes segundo informe mais recente do MPT.

Desse modo, estima-se que a cada hora aconteçam pelo menos 22 acidentes do trabalho no Brasil. Tais ocorrências acabam por acarretar gastos superiores a R$26 milhões para a previdência. Além disso, a alta taxa de acidentes faz com que dias de trabalho sejam perdidos. Pelos cálculos do MPT, ainda, foram 315 milhões de dias trabalho desperdiçados, por conta de acidentes, entre 2012 e 2017.

Complementando esses dados, o Ministério Público do Trabalho ainda destaca em sua pesquisa que das 20 principais causas para as ausências de trabalho em 2017, oito delas foram por fraturas. Isso quer dizer que, mesmo com as doenças ocupacionais entrando na conta, os acidentes de trabalho envolvendo lesões físicas ainda são maioria nos registros gerais.

Você sabe tudo sobre as doenças ocupacionais?

O que a justiça considera acidente de trabalho?

Os dados levantados pelo MPT são importantes para entender como os acidentes de trabalho prejudicam não só os trabalhadores, mas as empresas e a previdência.

Entender as bases da lei é fundamental para evitar acidentes de trabalho.

Nesse ponto, é preciso esclarecer o que a justiça considera acidente de trabalho. Assim, se tem total compreensão sobre como o MPT chegou ao número de 22 acidentes de trabalho por hora no Brasil.

Conforme dita o Artigo 19 da Lei 8.213/91, um acidente do trabalho se define como:

“o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.

Assim, o acidente de trabalho, como acidente físico em si, é abrangido pelo termo “lesão corporal”. Ou seja, um machucado causado por mau uso de ferramentas, um estilhaço de material que atinja as mãos do trabalhador, entre outros exemplos. Já o termo “perturbação funcional” atende o que entendemos como doença ocupacional, servindo para englobar enfermidades como stress e depressão, entre outros.

Além disso, no artigo 20 da mesma lei, temos esse conceito destrinchado, quando os acidentes de trabalho são divididos em três tipos gerais:

  • Acidente típico: o que acontece na atividade profissional;
  • Acidente de trajeto: o que acontece no caminho entre a casa do trabalhador e seu local de trabalho, ou vice-versa;
  • Doença do trabalho: o que ocorre pelo exercício contínuo da função do trabalhador, em um acontecimento ou movimento específico.

Aqui, é fundamental também entender a diferença entre incidente e acidente de trabalho, como já abordamos em artigo no blog.

Como os EPIs podem ajudar a evitar acidentes de trabalho?

Os Equipamentos de Proteção Individual, quando de qualidade e de uso correto, são cruciais para minimizar riscos de acidente de trabalho. Isso faz sentido não só quando falamos de riscos causados pelo trabalhador, quanto pelos gerados na lide com as máquinas.

Equipamentos de Proteção Individual, como luvas especiais, são fundamentais para evitar acidentes de trabalho.

Como sabemos, os EPIs têm seu uso regulamentado pela NR6, norma que traz todos as obrigações e orientações sobre o uso. Além disso, o texto da NR6 elucida sobre as punições cabíveis para os que abrirem mão de usarem tais equipamentos.

Entre os itens mais importantes na lista de EPIs obrigatórios, temos as luvas. De diferentes materiais, o item é o diferencial que pode salvar o trabalhador de uma lesão permanente e um trauma doloroso.

Um exemplo do poder de proteção dessa peça é a luva de Kevlar®. Feita em material diferenciado, o item possui extrema resistência a cortes e queimaduras. Em uma rotina de trabalho que envolva riscos para as mãos dos funcionários, ter essa peça entre seus EPIs é garantia de mais segurança e tranquilidade na execução do trabalho.

Saiba mais sobre as luvas de Kevlar®.

Concluindo…

Segundo o Ministério Público do Trabalho, no Brasil acontecem 22 acidentes de trabalho a cada hora. São números alarmantes, que fazem pensar e despertam para a necessidade de uma conscientização constante sobre o tema.

Além de entender o motivo de termos taxas tão altas para acidentes de trabalho, é importante estar atento a como evitar que esses números cresçam. Para isso, é mais do que válido focar no uso correto de EPIs, como luvas de Kevlar, por exemplo.

Assim, entendendo a nossa realidade e sabendo como mudá-la, estamos mais perto de construir um cenário melhor para os trabalhadores e empresários do país.

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