Fique por dentro de todas as novidades. Inscreva-se agora!
x
Preencha os campos abaixo e cadastre-se!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba todos
os materiais do Falando de Proteção em sua caixa de e-mail


home > Dicas > O que você não sabia sobre a balaclava na Fórmula 1

O que você não sabia sobre a balaclava na Fórmula 1

Proteção em alta velocidade: saiba mais sobre balaclava, esse item de segurança de uso crucial para pilotos de corrida de Fórmula 1.

Quando você assiste a uma corrida de Fórmula 1, pode rapidamente identificar onde a tecnologia de ponta faz a diferença. Ela está no automóvel, nos pneus projetados especialmente para aquele tipo de pista, na roupa do piloto, entre outros. Além disso, a tecnologia presente nos pit stops faz com que as paradas sejam eficientes e ultra rápidas.

No entanto, para além do que pode ser visto em um primeiro olhar, temos um item tecnológico crucial em qualquer corrida de Fórmula 1. Ele costuma aparecer pouco, mas seu uso pode garantir a vida de um piloto em caso de colisão e outros acidentes. Estamos falando da balaclava, aquele “gorro ninja” usado por baixo do capacete.

Você sabe do que a balaclava é feita e o que a torna tão poderosa na hora de proteger contra chamas? A seguir, trazemos tudo o que você não sabia sobre esse acessório. Continue a leitura, você vai se surpreender!

Balaclava: como surgiu essa máscara potente de proteção?

A balaclava surgiu nos tempos medievais. Era designada para uma função para a qual é usada até hoje: proteger o rosto e a cabeça contra abrasões térmicas. O que mudou de lá para cá é que essa proteção. Com o material certo, ela se potencializou exponencialmente.

Correndo pela Fórmula 1, Susie Wolff usa balaclava (Crédito da Imagem: Reprodução Facebook)

No entanto, quando inventada pelos cavaleiros medievais, a balaclava era feita de amianto, uma fibra de baixa resistência. Ou seja, não era totalmente segura, mas era alguma proteção. Nesse tempo, sua principal utilidade era proteger os soldados das temperaturas extremas na Crimeia, na cidade de Balaclava – daí o nome da peça.

Hoje, a balaclava evoluiu. Desenvolvida com uma mistura poderosa de fios de Nomex® e Kevlar®, dois materiais mega resistentes, a peça atende profissionais que precisam de proteção contra chamas.

Por isso, pilotos de Fórmula 1, pela natureza de sua atividade, se beneficiam e muito da balaclava em ordem de se manterem a salvo de risco de morte em suas corridas.

Falando de Proteção – Capítulo 1: Resistência a chamas.

Qual é a importância da balaclava na Fórmula 1?

A balaclava veste da cabeça até o pescoço do piloto, sendo crucial para proteger principalmente o rosto. Imagine se o carro sofre uma colisão e entra em combustão – algo bem comum nesse esporte. A balaclava é a última barreira entre as chamas e a pele do piloto, sendo muitas vezes o que o salva de queimaduras e de morte.

Para que possa oferecer tamanha proteção, a balaclava, assim como o macacão do piloto, é desenvolvida com o que há de mais potente na tecnologia. Apenas para se ter uma ideia, o tecido da peça é projetado para resistir a um calor de até 427 ºC. Por isso, você até pode ver pilotos se acidentando em suas corridas. No entanto, raramente verá algum ser queimado: a balaclava e o macacão não deixam.

O piloto Fernando Alonso (Créditos da imagem: EFE-REUTERS)

Hoje até mesmo as equipes de apoio nos pit stops usam balaclava. No entanto, ela nem sempre foi um item obrigatório na Fórmula 1. Foi apenas a partir de 1976, após um acidente com o austríaco Niki Lauda, que o item se valorizou. Quando do acidente com Lauda, a peça teria feito a diferença: o piloto colidiu seu carro e tirou o capacete para se resfriar. O carro entrou em combustão e, sem proteção no rosto, Lauda carrega cicatrizes de queimadura na face até hoje.

Com a obrigatoriedade do uso, a peça foi recebendo aprimoramento. Os primeiros modelos deixavam boa parte do rosto descoberto. No entanto, hoje a balaclava usada no automobilismo tem abertura apenas nos olhos e na boca, protegendo o máximo possível. Além de, é claro, ser feita de Nomex® e Kevlar®, garantindo proteção extrema.

Capuz anti-chamas: por que usar?

Nomex® e Kevlar® as tecnologias que tornam a balaclava poderosa

A balaclava que atende pilotos de Fórmula 1 e diversos profissionais que precisam de proteção contra chamas é feita de uma mistura única de materiais. Entrelaçando os fios de materiais sintéticos únicos como Nomex® e Kevlar®, a peça oferece segurança como pouco itens são capazes.

Frijns com sua balaclava. (Créditos da imagem: Site Autoracing)

Que tal saber um pouco mais sobre esses materiais que compõem a balaclava e a tornam tão poderosa?

Nomex®

Feito de derivados de petróleo, é capaz de resistir a temperaturas de até 427ºC. Usado majoritariamente em uniformes de pilotos de corrida e de bombeiros. Nomex® é considerado um dos materiais mais avançados no mundo para proteção contra queimaduras térmicas.

Kevlar®

Assim como Nomex®, o Kevlar® é um material desenvolvido a partir de derivados de petróleo. Além de ser capaz de resistir a um calor de até 427ºC, a fibra é considerada até cinco vezes mais resistente que o aço.

O diferencial do Kevlar® é que, ainda que forte, se trata de um não-tecido super leve e de excelente duração. Por isso, é usado principalmente em luvas de proteção, coletes à prova de balas e, claro, balaclavas.

Estrela de cinema: Nomex® nos filmes de ação.

Concluindo…

Uma peça que nem sempre se faz visível, mas que pode salvar vidas. A balaclava tem função crucial dentro de profissões de risco, inclusive para pilotos de Fórmula 1.

Desenvolvida com uma mistura especial de Nomex® e Kevlar®, a peça faz a diferença na hora de garantir a integridade física em momentos de colisão e chamas. Desse modo, na próxima vez que você assistir a uma corrida de Fórmula 1, pode saber que a balaclava estará lá.  E garantindo que a vida dos pilotos esteja segura e o espetáculo continue sem interrupções!

Gostou desse conteúdo? Continue com a gente para mais artigos como esse.

0
0
Inscreva-se:
Anterior
Próximo