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A Biossegurança como Educação

Embora focada em resultados e aspectos técnicos, até a Biossegurança tem dois lados.

A biossegurança é um conceito complexo e que possui em si várias definições. E exatamente por isso, sempre acaba levando a debates acalorados quando se pretende ter uma noção científica a respeito dela.

Não vamos falar da biossegurança relacionada as células-tronco, transgênicos ou organismos geneticamente modificados. O assunto aqui é a biossegurança ocupacional.

Essa biossegurança está presente em diversos setores, entre eles, hospitais, laboratórios de saúde, laboratórios de análises clínicas, hemocentros e universidades.

Ciência x  Comportamento

Há quem defenda a biossegurança como um conjunto de normas técnico-científicas criadas com o intuito principal de prevenir acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. Nessa definição, a biossegurança é ciência, estatuto, conduta e plano de ação. No fim das contas, estamos falando de controle de riscos.

Enquanto se fala em prevenção e proteção do trabalhador contra agentes químicos, térmicos, físicos e ergonômicos, a biossegurança é um tema saudável. Ele começa a se tornar polêmico quando passa a ser considerado minimização de riscos. Ora, nem sempre os riscos são uma realidade objetiva, que pode ser medida, controlada e gerenciada.

Mas ocorre que a biossegurança envolve tecnologia, riscos e comportamento humano, sendo esse último o mais complexo de todos. Levando-se em conta que são múltiplos fatores que ocasionam riscos biológicos, é necessário atuar em diversas frentes para que se efetue o devido controle.

A Biossegurança como Processo Educativo

Mas por onde começar? A prioridade sempre deve ser a disseminação do conhecimento – e não somente de informações – relacionado às boas práticas de segurança. E então, a aplicação prática de procedimentos que a elas correspondam. Ou seja, nem mesmo toda a precisão científica da biossegurança funciona sem o componente educacional.

E tratar de biossegurança como um processo educativo é um processo progressivo que deve ser sempre supervisionado e precisa contar com constantes atualizações. Mas, por isso mesmo, é mais eficaz.

E esse conhecimento, para que se configure educação, não deve se resumir apenas a treinamento ou simples transmissão de informação. Trata-se de ver a biossegurança como ação educativa e não como regra a ser cumprida, avaliação técnico-científica dos riscos.

Riscos são complexos demais para serem resolvidos pura e simplesmente ao serem passados no escâner técnico-científico. Nesse caso, as respostas sempre serão incompletas.

Os Outros Lados do Risco

É interessante e útil para o ambiente ocupacional ver o risco como um acontecimento dinâmico que se manifesta no material, mas também no social. Ver as situações sob uma única perspectiva de natureza sistêmica é um dos maiores problemas contemporâneos, ao se utilizar da combinação de métodos pragmáticos e convencionais. E isso acaba transformando-se em um perigo diferente.

Pois em qualquer aspecto da vida em sociedade, é necessário que se entenda antes de tudo a complexidade do comportamento humano. Em termos práticos, quando as pessoas entendem as informações a respeito de riscos de uma forma diferente da esperada ou quando não mudam seu comportamento, os especialistas científicos vão taxá-las de irracionais. Mas o que acontece na verdade é que cada pessoa tem sua própria lógica e racionalidade para o entendimento.

A maior evidência disso é o fato de estudos terem comprovado que a informação e capacitação focadas em aspectos técnicos não são suficientes para reduzir acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, devendo-se, além disso, avaliar o ambiente, os conflitos individuais e coletivos de cada trabalhador, além de outros recursos subjetivos.

Enfim, esse estudo só evidencia que a biossegurança atua melhor como um componente educacional do que como imposição técnica por condicionamento. Pois a articulação dos conhecimentos adquiridos torna o trabalhador mais eficaz ao lidar com o inesperado. E o inesperado pode nunca ter acontecido antes, logo, não vai estar escrito nas regras.

 

 

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