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Cultura de segurança em laboratório químico

Novo relatório requer o apoio de todos os níveis dentro das instituições de pesquisa.

Relatório feito pelo Conselho Nacional de Segurança identificou os cinco principais grupos nas universidades e as medidas a serem tomadas para criar uma resistente cultura de segurança.

Recentes acidentes graves e às vezes fatais em laboratórios químicos das universidades de pesquisa dos Estados Unidos têm impulsionado as agências governamentais, sociedades profissionais, indústrias, e as próprias universidades para analisar a cultura de segurança em laboratórios de pesquisa. Dessa união, surgiu o novo relatório do Conselho Nacional de Pesquisa (CRN), “Safe Science: Promoting a Culture of Safety in Academic Chemical Research (2014)”, publicado no dia 31 de julho:

“Esperamos que as nossas recomendações possam ajudar a mover a pesquisa química acadêmica para a adoção de uma cultura de segurança em laboratórios que vai além de inspeções, procedimentos operacionais padrão e planos de segurança dos produtos químicos, tudo com o objetivo final de proteger a vida e a saúde daqueles que trabalham lá.”, disse H. Holden Thorp, PhD, reitor e professor emérito de química e de medicina na Universidade de Washington em St. Louis, e presidente da comissão que redigiu o relatório para o site da Universidade de Washington em St. Louis.

O comitê que criou o novo relatório identificou cinco principais grupos nas universidades e as medidas que devem ser tomadas para incentivar uma forte cultura de segurança, confira:

  • Presidentes, chanceleres e reitores deve demonstrar que a segurança é um valor fundamental de suas instituições. Devem discutir segurança com frequência e em público e incentivar outros a fazer o mesmo. Eles devem usar os recursos da universidade para apoiar a segurança, por exemplo, pagar por equipamentos de proteção individual e eliminação de resíduos perigosos. Eles também devem dispor de um plano de gestão de risco global para a segurança do laboratório que aborde a prevenção, mitigação e resposta de emergência.
  • Vice-presidentes para a pesquisa e reitores devem garantir que as suas instituições só se comprometam em áreas de pesquisa que eles possam realizar com segurança. Eles também devem certificar-se de que todos os envolvidos na pesquisa conheçam o seu papel no apoio à segurança, e desenvolver estruturas de comunicação que integrem melhor a gestão da segurança na gestão global de investigação.
  • Os investigadores principais e chefes de departamento são responsáveis ​​por estabelecer uma cultura de segurança forte e positiva nos laboratórios que supervisionam, demonstrando as práticas de segurança e uso de equipamentos de proteção individual, garantindo que os pesquisadores estejam devidamente treinados e em segurança antes de começar qualquer trabalho, e também incentivar um diálogo aberto e contínuo sobre questões de segurança.
  • Pesquisadores têm a responsabilidade de apoiar a cultura de segurança nos laboratórios onde trabalham e devem ser encorajados a assumir papéis de liderança, como servindo em comitês de segurança e participar de inspeções de outros laboratórios. As instituições devem fornecer aos pesquisadores o equipamento, o treinamento, sistemas e suportes que eles precisam para trabalhar com segurança.
  • Saúde ambiental e segurança pessoal deve incentivar a parceria com os administradores, professores e pesquisadores a ir além do cumprimento das normas e apoiar estes grupos a aplicar ações para estabelecer uma cultura de segurança forte positiva.

“As recomendações para melhorar o desempenho geral de segurança dos laboratórios se baseiam em conhecimentos das ciências comportamentais, levando em consideração o que sabemos sobre a química de segurança”, disse o vice-presidente do comitê David DeJoy, professor emérito da promoção da saúde e comportamento e diretor emérito do Grupo Saúde no Trabalho na Faculdade de Saúde Pública da Universidade da Geórgia. “O comitê utilizou o seu conhecimento das ciências comportamentais, assim como, uma análise dos sistemas de segurança bem-sucedidos de outros setores para tirar lições que poderiam ser aplicados em pesquisas de laboratório acadêmico.”.

O relatório afirma que, além de melhorar a dinâmica organizacional que orientam as práticas de segurança, os laboratórios devem realizar análises que irão ajudá-los a identificar e amenizar os riscos. Uma abordagem chave para identificar perigos antes que eles causem algum dano é relatar e coletar dados sobre quase acidentes. Situações em que a combinação de condições e/ou comportamentos inseguros poderiam ter levado a lesões ou outros resultados adversos, mas não o fez. Esses dados geralmente são reprimidos ou distorcidos quando há medidas punitivas em resposta a incidentes.

A comissão constatou que embora o treinamento seja um elemento importante de uma cultura de segurança positiva, há uma falta de formação contínua e de educação para vários grupos dentro da comunidade de pesquisa. Portanto, os líderes de departamento e investigadores principais, em parceria com profissionais de saúde e segurança ambiental, devem desenvolver e implementar cursos contínuos e periódicos que garantam a compreensão dos perigos e riscos potenciais existentes.

Para ler na íntegra o novo relatório é preciso comprá-lo, por isso o Blog Falando de Proteção by DuPont trouxe para você esta prévia!

Se quiser obter mais informações sobre o assunto e comprar o relatório (disponível apenas em inglês), clique aqui.

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