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Doenças ocupacionais: você sabe tudo sobre elas?

No Brasil, doenças ocupacionais são vistas da mesma forma que os acidentes de trabalho do ponto de vista legal. Saiba como evitá-las.

Elas agem de maneira silenciosa, muitas vezes levando anos até que se mostrem em sua totalidade. E, ainda assim, podem ser consideradas tão nocivas quanto os acidentes de trabalho. Você já sabe do que estamos falando? São as doenças ocupacionais que, somente em 2017, segundo o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), fizeram quase 200 mil trabalhadores brasileiros se afastarem de seus postos.

Doenças ocupacionais são aquelas adquiridas ou desencadeadas pelo exercício da atividade trabalhista. Ou seja, são doenças que uma pessoa só poderia ter por conta do ambiente de trabalho onde atua. Dessa forma, pode ser tanto uma lesão por esforço repetitivo quanto intoxicação por substâncias nocivas presentes no local de trabalho, entre outros casos.

Hoje o trabalhador acometido por uma doença ocupacional tem os mesmos direitos legais do que um que sofre acidente de trabalho. Isso dá uma noção da gravidade de tais ocorrências e, desse modo,  percebe-se a importância de se estar atento a fim de evitá-las.

Para entender melhor como as doenças ocupacionais surgem e como preveni-las, continue a leitura.

Quais são as doenças ocupacionais mais comuns e como preveni-las?

O tema assusta, mas a verdade é que as doenças ocupacionais podem ser evitadas, contanto que haja uma conscientização sobre isso. Conhecendo as enfermidades mais comuns e sabendo como evitar que aconteçam, as chances são maiores.

Desse modo, veja a seguir as doenças ocupacionais mais recorrentes e o que fazer para evitá-las.

Dorsalgia – a dor nas costas

Essa é a doença que mais incide sobre os trabalhadores brasileiros. Para se ter uma ideia, em 2016, mais de 100 mil trabalhadores se afastaram do trabalho por causa dela.

Movimentos repetitivos e força com uso do tronco, assim como postura inadequada, levantamento e transporte de itens pesados estão entre as principais causas da Dorsalgia.

Para prevenir, é fundamental adequar o mobiliário e os equipamentos para que o transporte de cargas seja mais amigável. Além disso, pausas e exercícios complementares ajudam a balancear o esforço físico.

LER – Lesão por Esforço Repetitivo

Como o próprio nome diz, a LER é causada pela repetição de um determinado movimento. Desse modo, seu alcance é amplo, podendo acometer pessoas que trabalham nas mais variadas ocupações.

Trata-se de um caso clássico de doença silenciosa, pois se desenvolve conforme o tempo de serviço que a pessoa tem. Como agravante, a enfermidade pode reduzir os movimentos do trabalhador, fazendo com que ele se aposente prematuramente, por invalidez.

Equipamentos ergonômicos, como descansos para pés ou apoio de teclado de computador, podem fazer a diferença na prevenção da LER. Além disso, as pausas durante o trabalho são imprescindíveis, para dar descanso rápido ao corpo.

DORT – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho

Similar ao LER, o DORT é comumente desenvolvido como um reflexo de má postura, exercícios repetitivos e sobrecarga física. Entre os DORTs mais recorrentes, temos dores crônicas, bursite, tendinite, mialgia e dedo em gatilho, por exemplo.

Na prevenção, é importante focar em melhorar os equipamentos, de modo a torná-los o mais confortável possível. Outro diferencial na prevenção é apostar em exercícios para os colaboradores, como ginástica laboral e ioga.

Transtornos psicológicos

Doenças como depressão, stress e ansiedade podem ser desencadeadas por conta de um ambiente de trabalho nocivo. São vários os fatores que contribuem para que o colaborador possa ser afetado por elas, como expectativas incertas, metas impossíveis, assédio, desvalorização do trabalho e outras.

A prevenção de uma enfermidade como essa é muito mais complexa do que a simples troca de equipamentos. É preciso uma conscientização por parte da empresa, de modo a rever seus processos e entender como os funcionários respondem à dinâmica da corporação.

Desse modo, é possível compreender o que tem feito os funcionários adoecerem e como evitar que isso ocorra.

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Para doenças ocupacionais, o melhor remédio é a prevenção

Para além de todas as medidas práticas, não existe melhor forma de prevenir as doenças ocupacionais do que estar atento às necessidades dos seus funcionários. Ou seja, é preciso ouvir o que eles têm a dizer para poder compreender a fundo quais são as práticas e equipamentos que podem ser melhorados.

Desse modo, é fundamental entender quais são as reclamações constantes dos colaboradores nesse sentido. Aliado a essa conversa, é importante estar em busca constante de melhorias para a estrutura da organização, tanto no lado operacional quanto no lado humano.

Só assim, será possível fazer das doenças ocupacionais uma realidade cada vez mais distante nas empresas.

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Conclusão

Doenças ocupacionais são uma triste constante no Brasil, fazendo com que anualmente centenas de milhares de trabalhadores precisem se afastar temporariamente de seus postos de serviço.

São enfermidades como LER, DORT e até transtornos psicológicos que se desenvolvem de maneira silenciosa e podem levar anos para aparecer. No entanto, podem ser prevenidas, contanto que haja conscientização.

É preciso que tanto trabalhadores quanto empregadores estejam alinhados na intenção de evitar as doenças ocupacionais. Desse modo, faz-se necessário um caminho aberto para que se possa comunicar práticas e equipamentos que estão levando à enfermidade. Seja ela qual for, física ou psicológica.

De trato legal similar aos acidentes de trabalho, as doenças ocupacionais merecem ser vistas de perto e evitadas constantemente. Só assim se construirá um ambiente mais seguro e saudável para o trabalhador e para o seu negócio.

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