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Fiscalização em Frigoríficos

Saiba mais sobre as mudanças que ocorreram para melhorar as condições de trabalho na operação de abate e processamento de carne.

O trabalho realizado em indústrias de processamento de carne e derivados já foi considerado uma das atividades mais insalubres do país, expondo seus trabalhadores a diversos riscos, entre eles riscos químicos, biológicos, ergonômicos e outros.

Hoje, o segmento de frigoríficos é um dos responsáveis por impulsionar a economia brasileira através da geração de milhares de empregos em diversas regiões do país, e conta com a NR-36, que melhorou muito as condições de trabalho encontradas antigamente.

MUDANÇAS NA FISCALIZAÇÃO DO SETOR

Mais do que uma mudança de procedimentos na fiscalização, um dos passos mais importantes para o setor foi a criação de uma NR específica, vigente desde abril de 2013.

Segundo Fernando Rosalvo, Técnico em Segurança no Trabalho, a criação da NR-36 mudou a vida dos trabalhadores: “Neste três  anos de aplicabilidade da norma, percebo que a fiscalização de melhorias tem avançado, tanto para as condições ambientais quanto para o loyalty das empresas. Em minha vivência no ambiente frigorifico tenho presenciado uma mudança radical, pois o setor tinha um índice muito alto de acidentes e doenças ocupacionais, sem contar com nenhum sistema de detecção de amônia eficaz. Ainda há um caminho longo a ser percorrido pelo fato das plantas frigoríficas serem antigas e de difícil mudança, mas com as fiscalizações constantes quem não se enquadrar estará correndo um sério risco de ser autuado, sendo passível até de interdição.”

As adequações propostas pela NR-36 têm surtido efeito, mas Fernando diz que ainda não é o cenário ideal: “O setor está necessitando  de mais instruções juntos a esses orgão fiscalizadores e prazos maiores para adequação, pois o Empregador está com muitas dificuldades  de entendimento e intepretação da norma, que é de grande importância para a saúde e segurança do  trabalhador . As dificuldade sempre existem por se tratar de uma mudança de cultura, onde o Brasil ainda vem engatinhando para que se aplique Normas de Segurança e Saúde no trabalho, mas sei que estamos no caminho certo.“, concluiu.

QUEDA NO NÚMERO DE ACIDENTES

Apesar do Brasil ser o 4º país no ranking mundial de acidentes no trabalho, e sofrer com mais de 700 mil acidentes de trabalho, o país avançou tremendamente nos últimos 45 anos. Em 1970 o país chegou a registrar 1,7 milhão de acidentes por ano, cerca de 40% dos trabalhadores formais da época.

Em 2009, segundo dados oficiais divulgados via Fator Acidentário de Prevenção, do INSS, o setor avícola ocupava o 48o lugar por frequência de acidentes, 44o por gravidade dos acidentes e 105o lugar por custo. Em 2014 o resultado foi bem diferente: 238o lugar por frequência, 291o lugar por gravidade dos acidentes, e 326o por custo.

Essa mudança de panorama aconteceu graças a uma maior fiscalização junto da aplicação da NR-36, além do investimento das empresas do setor através de treinamentos, realização de seminários, workshops, cursos, produção de materiais de esclarecimento ao trabalhador e conscientização para empregadores. Além disso, o avanço das tecnologias dos Equipamentos de Proteção Individual, juntamente com a criação de Normas Regulamentadoras específicas, também ajudaram a reduzir os acidentes de uma melhor forma, mas que ainda está longe do ideal.

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