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A Evolução da Pirâmide de Desvios

A Pirâmide de Desvios (ou pirâmide de acidentes) leva em conta uma verdade muito simples: não existe acidente de trabalho que não ocorra por alguma causa.

 

A Pirâmide de Desvios (ou pirâmide de acidentes) leva em conta uma verdade muito simples: não existe acidente de trabalho que não ocorra por alguma causa.

Estudos apontam que a primeira pirâmide de desvios tem origem na obra de Herbert William Heinrich, Industrial Accident Prevention, na década de 30. Segundo Heinrich, cada 300 acidentes sem lesões levariam a 29 acidentes com lesões leves e a um acidente com lesão incapacitante. Nascia aí a Pirâmide de Heinrich.

Heinrich, junto de Roland P. Blake, já havia concluído que acidentes de trabalho com ou sem lesões ocorrem por diversos fatores. Alguns exemplos de causas predominantes em suas análises – mais de acordo com dados estatísticos do que com uma lógica dominante – foram:

  • Personalidade do trabalhador.
  • Falha humana no exercício do trabalho.
  • Prática de atos inseguros.
  • Condições inseguras no local de trabalho.

Seus estudos concluíram também que, se uma atitude levava à outra, a sequência de acontecimentos que levavam aos acidentes poderia ser interrompida ao se remover uma peça do caminho. Em sua pirâmide de desvios, Heinrich elenca o erro humano antes de qualquer outro fator causador do acidente. Logo, esse tornou-se o ponto central da prevenção. Atitudes, habilidades e conhecimento entram nessa pauta. Mas não se pode deixar de lado outros fatores, tais como:

  • Más condições alimentares.
  • Doenças.
  • Medicamentos que alteram a percepção.
  • Uso de drogas lícitas ou ilícitas.
  • Mal estar físico ou emocional.
  • Pressão excessiva.
  • Jornadas de trabalho excessivas.
  • Falta de atenção.
  • Problemas de treinamento.
  • Condições ambientais adversas.
  • Más condições de trabalho.

Quase 30 anos depois da pirâmide de desvios de Heinrich, o engenheiro Frank Bird Jr. Publicou a obra Damage Control. Bird considerava 4 aspectos fundamentais para o controle de perdas: informação, investigação, análise e revisão do processo.

Assim, a Pirâmide de Bird concluiu que para cada acidente com lesão incapacitante, ocorriam:

  • 100 acidentes com lesões não incapacitantes.
  • 500 acidentes com danos à propriedade.

Assim foi até o fim da década de 1990, quando a DuPont aliou seus 200 anos de existência aos estudos anteriores e criou sua própria pirâmide de desvios. Essa versão contou com o acréscimo de um novo nível.

Uma vez que Heinrich e Bird voltavam a atenção a perdas indenizatórias, a DuPont focou na prevenção de riscos. A pirâmide de desvios passou então a considerar que cada 30 mil desvios levam a:

  • 3 mil incidentes.
  • 300 acidentes sem afastamento.
  • 30 acidentes com afastamento.
  • 1 acidente fatal.

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As três pirâmides de desvios têm dois fatores em comum: seus valores crescem multiplicados por dez e a prevenção é a primeira medida a ser tomada para se impedir acidentes. Cada uma delas ajudou a reduzir o número de acidentes nos últimos 70 anos. Mas elas também nos ensinaram que sempre é possível evoluir estudos consagrados. Ainda mais hoje, quando as mudanças se sucedem com uma rapidez inacreditável, alterando constantemente os ambientes de trabalho.

 

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