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Socorro Pré-Hospitalar | Principais Riscos

Confira os riscos que correm os profissionais de socorro pré-hospitalar, ou paramédicos, que todos os dias driblam o trânsito e diversas outras situações para transportar pacientes em ambulâncias.

Quem presta socorro pré-hospitalar são os paramédicos ou, como são mais conhecidos no Brasil, Sargentos Técnicos em Emergências Médicas (SGT TEM). A qualquer hora do dia ou da noite, eles socorrem pacientes em situações emergenciais clínicas ou traumáticas e, geralmente, transportam os socorridos até a instituição de destino, na grande maioria das vezes, hospitais.

Os profissionais de socorro pré-hospitalar são fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos de emergência treinados em vários níveis para aplicar procedimentos em ambientes extra-hospitalares, o que os expõem a ambientes, pessoas e circunstâncias adversas.

Socorro Pré-Hospitalar: Além da Ambulância

No Brasil, além de serem integrados às equipes dos Serviços de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), os profissionais de socorro pré-hospitalar também podem trabalhar em:

  • Atendimento emergencial em rodovias
  • Empresas privadas de remoção de pacientes
  • Prontos-socorros
  • Equipes de resgate do Corpo de Bombeiros

Os profissionais de socorro pré-hospitalar não são médicos e trabalham sob supervisão médica à distância, via rádio, principalmente em casos de acidente na rua.

Socorro Pré-Hospitalar : Jornada de Trabalho

A jornada de trabalho dos profissionais de socorro pré-hospitalar é exaustiva. Cerca de 92% deles trabalham mais de 40 horas semanais e algumas jornadas podem compreender entre 12 e 24 horas diárias, variando de acordo com a área de atuação e a formação do profissional.

Socorro Pré-Hospitalar: Os Efeitos da Sobrecarga

A jornada de trabalho excessiva, associada aos fatores externos que os profissionais de socorro pré-hospitalar enfrentam, como acidentes de trânsito e situações violentas, acarretam um grande número de doenças ocupacionais. Elas também são denominadas causas externas e são bem variadas, abrangendo fraturas, queimaduras, intoxicações, afogamentos, acidentes de trânsito, agressões físicas, ferimentos por arma branca e arma de fogo e até envenenamentos.

As atividades exercidas por um profissional de socorro pré-hospitalar exigem um esforço do aparelho musculoesquelético. E essa situação pode piorar ainda mais se o profissional estiver acima do peso e/ou for sedentário. Condicionamento físico é um fator essencial para se tornar um profissional de socorro pré-hospitalar, de forma que o sedentarismo, assim como a má postura durante os atendimentos, são fatores que aumentam o risco de doenças ocupacionais e comprometem a excelência do trabalho.

Sem esse preparo físico, as dores musculares costumam piorar com o tempo, podendo levar ao afastamento temporário – e algumas vezes, permanente – do profissional. Talvez por isso, é comum encontrar profissionais de socorro pré-hospitalar que desenvolveram Lesão por Esforço Repetitivo (LER).

Socorro Pré-Hospitalar: Riscos Ocupacionais

Estudos recentes revelam que grande parte dos riscos ocupacionais enfrentados por profissionais de socorro pré-hospitalar estão relacionados a:

  • Manuseio de equipamentos pesados.
  • Contato com lixo hospitalar, material perfuro/cortante ou contaminado, devido ao descarte inadequado.
  • Relações interpessoais que envolvem trabalho e produtividade.
  • Tensão emocional ocasionada pelas situações que presenciam, muitas vezes envolvendo a perda de pacientes.
  • Distúrbios de sono
  • Distúrbios alimentares
  • Dificuldade de concentração
  • Fadiga

Socorro Pré-Hospitalar: Em Busca de Mais Segurança

Enquanto não elaboram uma lei mais rígida quanto à diminuição da carga horária enfrentada por esses profissionais, talvez ajude difundir mais informações a respeito dessas doenças ocupacionais, assim como suas formas de prevenção.

Entre os comportamentos preventivos, recomenda-se considerar de fundamental importância o treinamento, que ajuda a preparar e conscientizar os profissionais de socorro pré-hospitalar quanto aos riscos e aos problemas de saúde a que estão suscetíveis. A fiscalização no uso de EPIs e descarte correto de material também ajudaria a minimizar os riscos, assim como proporcionar a prática de ginástica laboral, atividade física e acompanhamento psicológico, fundamentais para aliviar o corpo e a mente contra o estresse dessa profissão.

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