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Luvas de proteção: protegem do que mesmo?

Com os profissionais cada vez mais bem equipados e protegidos contra os perigos de cada setor, o mercado de Equipamentos de Proteção melhora e se expande constantemente.

Só na categoria de luvas de proteção, por exemplo, hoje existem, no mínimo, 7 tipos que servem os trabalhadores de indústrias, médicos, policiais, bombeiros, entre outros.

Mas este ano, o nosso cenário mudou, e o “novo normal” ganhou força. Com as transformações intensas e, por vezes, radicais no consumo dos brasileiros ocasionadas por conta da pandemia, as luvas têm se tornado ainda mais comuns para o público em geral. É comum, por exemplo, encontrar em matérias e noticiários, conteúdos que incentivem o uso de luvas para sair de casa.

É claro que, nesses casos, ainda é importante ter em mente os perigos da contaminação cruzada: ou seja, quando a pessoa usa luvas de proteção, mas encosta em uma superfície como o celular e depois se esquece de higienizá-la, o que pode incentivar a proliferação do vírus.

Mas afinal, existe alguma norma que nos assegure da proteção de microrganismos perigosos? Ela se aplica a todas as luvas?

 

ISO 374: uma grande aliada às luvas de proteção contra a COVID-19

A ISO 374 é a norma que especifica os requisitos, marcações, informações e métodos de ensaios contra produtos químicos e microrganismos perigosos.

Ainda que outros tipos de proteção sejam necessários para o trabalhador, como o caso da proteção mecânica que DuPont™ Kevlar® proporciona, essa norma deve sempre ser aplicada. É esta ISO que garante proteção contra perigos de:

  • Produtos químicos perigosos, como substâncias carcinogênicas, tóxicas, corrosivas, sensibilizantes, entre outras.
  • Degradação como descamação, dilatação ou algum tipo de mudança do material da luva.
  • Penetração como imperfeições ou buracos na luva a um nível não molecular.
  • Permeação, quando ocorre a absorção o produto na superfície externa da luva.
  • E bactérias, vírus e fungos

 

luvas de proteção

 

O Certificado de Aprovação (CA) só é emitido quando não existem vazamentos e as luvas de proteção passam por todos esses testes de qualidade. Veja, abaixo, uma tabela que lista o desempenho de permeação:

luvas de proteção

 

Repare que, quanto maior o tempo de resistência das luvas, melhor sua classificação. Em tempos de coronavírus, é necessário dobrar a cautela. Por isso, antes de escolher o melhor EPI para sua equipe, independentemente do outro tipo de proteção necessária (como riscos mecânicos, térmicos ou dissipação eletrostática) certifique-se de que as luvas também passam pelo controle químico. Só assim é possível um cuidado ainda mais efetivo e integrado para todos.

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